
O Lado Obscuro
Por que é que a morte nos enfeitiça?
Que estranho fascínio provocam em nós os assassinos psicopatas?
Porque é que algumas pessoas se auto-mutilam e outras se imolam às centenas nos rituais dos suicídios colectivos?
A profundeza da personalidade revela-nos o lado mais obscuro
Os ingredientes são sempre os mesmos: uma personagem maldita a quem invocar. Em algumas pessoas, esta necessidade de aventura mantém-se muito nas idades de pessoas abertas a novas sensações. Estas pessoas fogem da rotina e procuram experiências que os estimulem: drogas, viagens iniciáticas ou rituais religiosos.
O atractivo erótico do lado obscuro é uma constante na história da humanidade e é a explicação mais habitual que dão as pessoas, quando se lhes pergunta o que é que as levou a violar tabus. Respondem: a atracção pelo proibido.
A hipótese mais clássica afirma que uma emoção se produz quando temos uma mudança fisiológica e a interpretamos de uma determinada maneira.
Um exemplo: quando você sente que o seu coração bate com mais força e as mãos tremem um pouco, é temor, ansiedade ou alegria? É difícil saber.
Há outra razão que leva os seres humanos a criar zonas obscuras na sua mente: os traficantes do medo. A técnica é simples: trata-se de utilizar medos programados biologicamente (a morte, a escuridão, a loucura) e associá-los com o que interessa preservar, ou atacar.
O medo aprende-se?
Aqueles medos que acabam por fazer parte do lado obscuro, são genêticos ou aprendidos?
Watson é considerado o fundador do comportamentalismo e defende que qualquer pessoa, animal ou coisa pode acabar por produzir temor, se fôr associado a algo que dá medo previamente.
O medo do lado obscuro foi mudando com o tempo: o que se convertia em tabu entrava nele, e aquilo de que se podia falar aparecia à luz do dia.
Ainda hoje continua a haver coisas sobre as quais é difícil falar, como bem sabemos.
Lumenamena

