18.7.09

Como o Mal Nos Atrai


O Lado Obscuro


Por que é que a morte nos enfeitiça?
Que estranho fascínio provocam em nós os assassinos psicopatas?
Porque é que algumas pessoas se auto-mutilam e outras se imolam às centenas nos rituais dos suicídios colectivos?

A profundeza da personalidade revela-nos o lado mais obscuro

Os ingredientes são sempre os mesmos: uma personagem maldita a quem invocar. Em algumas pessoas, esta necessidade de aventura mantém-se muito nas idades de pessoas abertas a novas sensações. Estas pessoas fogem da rotina e procuram experiências que os estimulem: drogas, viagens iniciáticas ou rituais religiosos.
O atractivo erótico do lado obscuro é uma constante na história da humanidade e é a explicação mais habitual que dão as pessoas, quando se lhes pergunta o que é que as levou a violar tabus. Respondem: a atracção pelo proibido.
A hipótese mais clássica afirma que uma emoção se produz quando temos uma mudança fisiológica e a interpretamos de uma determinada maneira.
Um exemplo: quando você sente que o seu coração bate com mais força e as mãos tremem um pouco, é temor, ansiedade ou alegria? É difícil saber.
Há outra razão que leva os seres humanos a criar zonas obscuras na sua mente: os traficantes do medo. A técnica é simples: trata-se de utilizar medos programados biologicamente (a morte, a escuridão, a loucura) e associá-los com o que interessa preservar, ou atacar.

O medo aprende-se?

Aqueles medos que acabam por fazer parte do lado obscuro, são genêticos ou aprendidos?
Watson é considerado o fundador do comportamentalismo e defende que qualquer pessoa, animal ou coisa pode acabar por produzir temor, se fôr associado a algo que dá medo previamente.
O medo do lado obscuro foi mudando com o tempo: o que se convertia em tabu entrava nele, e aquilo de que se podia falar aparecia à luz do dia.
Ainda hoje continua a haver coisas sobre as quais é difícil falar, como bem sabemos.
Lumenamena

12 comentários:

  1. pink poison - sim, concordo contigo, quando dizes "apreende-se", mas a questão está em se saber, se o medo é genético ou se "aprende". Dentro do contexto do artigo.

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  2. Na minha opinião, o medo aprende-se. Durante todo o processo de socialização são-nos passados valores, crenças e criamos uma identidade baseada em regras. O simples facto de existir socialização, que implica regras, implica também o medo de as quebrar.

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  3. Uns, aprendem-se; outros, herdam-se ( desta ou de vidas passadas ). Só o amor pode curar tudo isso, através do conhecimento de quem somos ( seres espirituais ). O medo é uma praga.

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  4. O medo é uma praga. Aprende-se e herda-se. Nesta vida ( processo de educação : transmissão do medo ). E herda-se de vidas passdas. Só o amor e o auto-conhecimento de nós, como seres espirituais, pode resolver o problema.

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  5. A idéia de morrer não me atraiu nunca. Eu só queria acabar com a vida, porque ela está muito cinza. Tenho medo de sentir dor, e depois daquela baita dor de cabeça, acho que não consigo outra vez.
    Tu foste muito carinhosa comigo. Eu agradeço. Mas nada consegue me tyrazer alegria.

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  6. Eduardo Aleixo - Algumas pessoas acreditam que se herda o medo (de vidas passadas).
    Entro agora num assunto muito discutível, das dúvidas e crenças de vidas passadas.
    Antes de mais, será óptimo que colocássemos algumas destas dúvidas em discussão.
    Qualquer terapia, e mesmo qualquer relacionamento, deveria ser o respeito pelas crenças e opiniões de umas e outras pessoas. Apesar de ainda não se observar "cientificamente", para "convencer" todas as pessoas que existem vidas passadas e, provavelmente também vidas futuras.
    Aquelas que têm crenças religiosas, apercebem-se de outras vidas e procuram criar um novo conflito interno, tentando elas próprias afastarem-se da possível ideia. O nosso papel neste processo é de procurarmos dar a oportunidade a essas pessoas, poderem entrar num estado diferente de consciência, precisando elas próprias estarem identas deste pensamento.
    Na minha opinião, temos de ter em mente que a pessoa em estado alterado de consciência, possa ser influenciada, mesmo sem se aperceber. Por isso todo o cuiddao é pouco.

    Grata,
    Lumenamena

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  7. Olá Hakim! :)

    Bons olhos te vejam, neste mundo dos mortais felizes.

    Fico feliz de saber que voltaste e, que pensaste, raciocinaste sobre a tua vida.
    Agora mãos à obra, e começa a pôr os teus poemas, e delicia-nos com belíssimos textos.
    Olha em frente com garra, com energia que nunca te faltou, com pensamento sempre positivo, e tráz-nos novamente o Sol no teu rosto e, ilumina-nos com as tuas palavras.

    Um Bem Haja,
    Lumenamena

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  8. Sim, herdam-se coisas das vidas passadas, estive nas minha sduas vidas anteriores e percebi pelo menos um dos meus grandes medos actualmene.

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  9. Bem é deveras triste ver que um tema que tinha tanto de potencial, ser corumpido por ideologias e especulações, tomadas por alguns como certos, sem no entanto possuirem grande fundamento e que estão no fundo, a substituir, de alguma forma, a posição da "religião"...
    A nova moda... -.-"

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  10. Susintamente, o medo é algo que "apreende-mos" ;-) de forma pratica e instintiva... isto exclarece-te??? :-) pink kiss... XD

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