4.12.09

Poetisa Persa

Forough Farrokhzah

Forough Farrokhzad, era iraniana, nasceu em 5 de Janeiro em Teerão, oriunda de uma grande família, a terceira de sete filhos. De seus parentes, onde até hoje, sairam muitos intelectuais, exilados e artistas. Ela era uma mulher livre para o seu tempo, viajava para o exterior, e entrava em contacto com novas correntes, da poesia. Era uma mulher rebelde. Não usava o véu islâmico, (se bem que no Irão pré-Revolução Islâmica, somente as mulheres pobres é que o faziam).

Revolucionou a literatura persa contemporânea, e algumas das suas poesias, até hoje, são muito admiradas pelos iranianos.
Casada aos 17 anos, divorciou-se dois anos depois de levar uma vida solitária interrompida, ficando independente de aventuras amorosas. Aos 27 anos, dirigiu um filme intitulado "Khan ast Suspiro" (a casa é preta). Ela também se dedicou à pintura. Mas, é sobretudo através da sua poesia, que deve a sua fama. Os temas dos seus poemas não têm cariz filosófico ou político. É a primeira poeta iraniana, que expressa numa mulher com a coragem que implica, arrependimentos, alegrias, tristezas, dúvidas e sonhos.
Ela adorava a velocidade, como adorava a vida e a estrada. Morreu repentinamente aos 32 anos, num acidente de carro. Dirigia numa manhã, no regresso da casa de sua mãe, quando fez desviar o seu automóvel, para que não chocasse contra um autocarro escolar, cheio de crianças. Um acto heróico.
Ela era uma mulher triste, pensava muito na vida, teve um filho que ficou com o primeiro marido, após a separação.
Para aqueles que querem ir mais longe, Forough Farrokhzad, tem o seu próprio site: (http://www.forughfarrokhzad.org/), e uma colecção dos seus poemas publicados recentemente na conquista francesa do jardim: poemas 1951-1965.
Homenageio esta mulher com um trajecto de vida cheio de coragem e força, para ser uma mulher diferente.
A paz esteja com ela.
Lumenamena

4 comentários:

  1. Delam barat kheyli tang shodeh
    دلم برات خیلی تنگ شده (Eu sinto muito tua falta, em persa)

    Linda homenagem...
    Acho que tanto esta foto que colocaste (uma que ainda não conhecia, confesso), como aquela que escolheste para ilustrar o poma da senhora Farrokhzad são muito boas. A do poema tem um toque teu, esse das cores vivas...
    Que bom que gostaste dela. Espero que agora, esse seja o começo de uma longa amizade entre tu e eu, de um lado, e a Farough, de outro.
    Mil beijos, amiga. é um prazer passar por aqui.
    Como dizem lá no Irão: Bedrúd بدرود
    (tchau)

    ResponderEliminar
  2. Abdoul Hakime,

    Grata, e certamente que és um grande amigo.

    Beijos,
    Lumena

    ResponderEliminar
  3. Obrigado por me dares a conhecer uma poeta que eu não conhecia. Espicaçada a curiosidade, vou ver se leio alguns poemas dela.

    ResponderEliminar
  4. Eduardo Aleixo,

    Vale a curiosidade!

    Forough Farrokhzah, é uma poeta que tem o dom de cavar a superfície da palavra. Aquela que vai directa à origem, ao sentido das palavras. É a poeta que lida com a alma da palavra.

    Um abraço,
    Lumena

    ResponderEliminar